(Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)
Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Ciranda

Dança solar e praieira encontrada no litoral Norte de Pernambuco. Segundo o musicólogo Padre Jaime Diniz, a palavra ciranda vem do espanhol zaranda, que é um instrumento de peneirar farinha daquele país, e teria evoluído da palavra árabe çarand. Herdada pelos portugueses, a dança foi difundida a partir do município de Goiana (PE).

Apesar de ser conhecida no Brasil como uma brincadeira de roda infantil, em Pernambuco torna-se um folguedo de adultos, o que não impede a presença de crianças. Por ser uma dança especialmente comunitária, envolve participantes de todas as idades que, de mão dadas, seguem o bailado circular, ritmado pela batida percussiva, em passos para dentro e para fora, como se fossem as ondas do mar.

Ao mestre cirandeiro, cabe tirar as cantigas e improvisar os versos. Os instrumentos básicos de uma ciranda são: ganzá, bombo e caixa, podendo aparecer outros como a cuíca, o pandeiro, a sanfona ou alguns instrumentos de sopro.

Coco

Dança típica das regiões praieiras, é conhecida em todo o Norte e Nordeste do Brasil. Segundo alguns pesquisadores, o coco nasceu entre os negros que viviam no Quilombo dos Palmares, em Alagoas, e deriva dos sons tirados a partir da batida do fruto sobre uma pedra, sendo improvisada uma dança, marcada pela batida dos cocos e pelas cantorias. Na coreografia existem também as marcações dos bailados indígenas tupi.

Uma das características coreográficas da dança é a umbigada, usada para convidar os participantes a entrarem no centro da roda ao som de ganzás, zabumbas, pandeiros, caracaxás e cuícas, seus instrumentos básicos. O canto vem do solista ou tirador de coco, que improvisa em cima de um repertório, algumas vezes já memorizado.

Tanto a dança como a música recebem nomes muito variados, conforme a origem: coco de praia, coco de roda, coco do sertão, coco de furar, coco de embolada e outros mais.

Folguedo do período junino, também é dançado em outras épocas do ano.

Forró

Gênero musical que abriga diversos ritmos, como baião, xote, rojão, xaxado e coco.

A princípio, forró era um lugar onde se dançava. O nome deriva dos termos forrobodó ou forrobodança, que seria um baile ordinário, sem etiqueta, também conhecido por arrasta-pé, bate-chinela ou fobó.

Nos festejos juninos, a música tem o seu lugar de destaque. As pessoas dançam agarradinhas e se deixam embalar pelo ritmo empolgante. Os instrumentos básicos de um conjunto tradicional de forró são: sanfona, zabumba, triângulo, conhecido também como terno, podendo ser acrescentados o agogô e o pandeiro. Nos grupos mais modernos são inseridos instrumentos como bateria, guitarra, baixo e outros equipamentos eletrônicos.

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