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Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

As festas juninas têm origem agrária e remontam à antiga Europa pagã. Comemoram a mudança do solstício, a fertilidade da terra, a época das colheitas, e homenageiam Juno, deusa romana da fertilidade.

Trazidas para o Brasil como consequência da colonização portuguesa, resultam na aglutinação dos cultos pagãos às homenagens aos santos católicos: São José, Santo Antônio, São João e São Pedro. Existem ainda aqueles que incluem São Paulo nas comemorações, pois que seu aniversário de morte acontece no dia dedicado a São Pedro.

As festas juninas, que por nós também podem ser chamadas de joaninas, têm São João, na tradição católica, como o principal homenageado, porque ele simboliza aquele que anuncia a vinda do Messias. Os demais santos são homenageados nos seus dias específicos e têm grande influência no devocionário popular. São José, o protetor da família, nos cultos afro-brasileiros corresponde ao orixá Oxóssi ou Odé; Santo Antônio, protetor dos pobres e casamenteiro, no sincretismo corresponde a Ogum; São João, dono da festa, corresponde ao orixá Xangô; São Pedro, protetor dos viúvos, dos pescadores, dono das chuvas e chaveiro do céu, corresponde ao orixá Exu.

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Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Muitos são os símbolos e dentre eles a fogueira é o mais expressivo, partindo dele para os fogos de artifício. Segundo vários estudiosos, os rituais de fogo e fertilidade presentes nos festejos têm estreita relação com o sexo. Não necessariamente como prazer sexual, mas com a fertilidade humana.

Período de encontro, a festa é o momento em que todos privilegiam o divertimento. Os pais relaxam e os jovens ficam soltos para participar das brincadeiras, dos ensaios e da preparação das festas. Ocorre o envolvimento entre adolescentes, namoros, oportunidade de casamentos e um especial momento de socialização, descoberta do outro e do amor. O espírito de licença da festa faz com que os pais aceitem essa socialização sem maiores dificuldades.

No Brasil, a festa, de caráter agrário, vem perdendo muito de suas características, quando vivida nos centros urbanos. No Nordeste, os ritos estão diretamente ligados ao início da colheita do milho e aos atos devocionais; no Centro-Sul, considera-se que não aconteceu um restabelecimento das festas juninas aos ritos agrícolas, mas apenas aos ritos devocionais.

Grande é a influência dos cultos afro-brasileiros nos festejos. Nos meses de Junho, os terreiros de candomblé, ou mesmo na umbanda, homenageiam Xangô.

Além da religiosidade, sofremos grande influência dos costumes negros na culinária junina.

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Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

 

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Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

 

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