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Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

São José – 19 de março

Apesar de ter ficado muito confuso quando sua futura mulher lhe contou estar grávida do Espírito Santo, José aceitou tal destino. Carpinteiro pobre e humilde, com carinho e determinação preparou Jesus para viver no mundo dos homens. José amparou Maria sempre que ela precisou. Homem de persistência, honra e extrema habilidade manual, foi quem arrumou a manjedoura que serviu de berço para Cristo. É considerado o protetor da família, dos justos e dos trabalhadores. No Nordeste, dizem que José traz bons companheiros e sólidos casamentos àqueles que o procuram. Nos cultos afro-brasileiros corresponde ao orixá Oxossi ou Odé.

Santo Antônio – 13 de junho

Nascido em Lisboa, em agosto de 1195, Santo Antônio foi batizado com o nome de Fernando de Bulhões. Aos 15 anos, entrou para um seminário agostiniano e, em 1220, trocou seu nome para Antônio, ao ingressar na Ordem Franciscana. Santo Antônio era um pregador das massas. Foi professor de teologia e morreu em 13 de junho de 1231 em Pádua, na Itália.

Especialmente preocupado com os pobres, conta-se que, certa vez, distribuiu todos os pães feitos nos fornos do mosteiro aos mendigos. Na hora da refeição dos frades, o balaio, que estava vazio, tornou a encher. Vem daí a tradição do pão de Santo Antônio, que é distribuído no dia 13 de junho e deve ser guardado dentro da lata de açúcar ou arroz ou na dispensa, para manter as mesas fartas.

Entre os santos mais comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio possui o maior número de devotos no Brasil e também em Portugal. Conhecido como casamenteiro, é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.

Na tradição brasileira, são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas, e a segunda, designada trezena, é a cerimônia dedicada ao Santo do dia 1º ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.

Nos cultos afro-brasileiros corresponde ao orixá Ogum.

São João – 24 de junho

Filho de Zacarias e de Isabel, primo de Maria, foi ele quem, segundo a Bíblia, batizou Jesus Cristo nas águas do rio Jordão. O nome Batista vem daí. Sua imagem é de um garoto com um cordeiro, já que teria sido ele quem anunciou a chegada de Cristo, o cordeiro de Deus. Muito venerado, São João Batista teria estremecido diante de Maria, quando ela estava grávida de Jesus, por ter reconhecido o poder daquela criança. Os dois primos só voltariam a se encontrar 30 anos depois, na época em que Cristo começava a vida pública. João morreu decapitado por ordem de Herodes Antipas, a pedido da enteada desse rei, Salomé. É o mais importante dos homenageados nas festas de junho, também conhecidas como festas joaninas.

Esse santo é o responsável pelo título de santo festeiro, por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.

No Nordeste do país, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.

Nos cultos afro-brasileiros corresponde ao orixá Xangô.

São Pedro – 29 de junho

Quando conheceu Jesus, Pedro era casado, tinha dois filhos, trabalhava como pescador e se chamava Simão. Foi seu irmão André quem lhe apresentou o filho de Deus. Encantado pelos ensinamentos de Jesus, Pedro juntou-se ao grupo dos apóstolos, e sua forte liderança levou Cristo a apelidá-lo de Cefas (pedra, em aramaico). Foi no barco de Pedro que, no dia de pesca frustrada, Jesus fez surgir peixes na rede vazia. Pedro, considerado o primeiro Papa, foi martirizado e executado por ordem do imperador Nero entre os anos 64 e 67. É o guardião das chaves do Céu. Protetor dos lares, também é popularmente conhecido como responsável pelas chuvas.

É considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho é dedicado a ele.

Nesse dia, todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

Nos cultos afro-brasileiros corresponde ao orixá Exu.

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