Homenageados do São João 2015

– Genival Lacerda

Genival Lacerda nasceu em 5 de abril de 1931, no município de Campina Grande, na Paraíba. Foi na década de 1950 que ele veio ao Recife para tentar a vida como cantor e compositor brasileiro de forró. Em 1955 gravou seu primeiro disco, de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa “Coco de 56″. Em 1964, incentivado pelo concunhado Jackson do Pandeiro, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. O sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música “Severina Xique-Xique”. Atualmente morando no Recife, continua cumprindo sua agenda de shows Brasil afora. Recentemente, fez uma participação no filme Foliar Brasil.

– As Filhas de Baracho

Maria Dulce Baracho nasceu em Carpina, e Severina Baracho da Silva em Nazaré da Mata. Conhecidas como Dona Dulce e Dona Biu, “As filhas de Baracho” são filhas legítimas do mestre cirandeiro falecido em 1988. As irmãs são responsáveis pela manutenção e disseminação do trabalho iniciado pelo pai. Quando pequenas, o acompanhavam nas suas apresentações em diversas cidades do Estado, como Garanhuns, Goiana, Carpina, dentre outras. Dona Dulce costuma contar que, antes de falecer, o pai pediu para que elas não deixassem o trabalho dele morrer e ser esquecido.

Em 2015, a Prefeitura do Recife vai  homenagear artistas importantes que, com seu talento, enriqueceram  a cultura, principalmente no Ciclo Junino, e deixaram saudade. Assim, o Arraial do Sítio Trindade receberá o nome de “Mestre Camarão”; na Praça do Arsenal, o homenageado será o cirandeiro Antônio Baracho; já o Pátio de São Pedro se chamará “Arraial Almira Carrilho”. Conheça um pouco sobre cada um destes artistas:

– Arraial Mestre Camarão

Reginaldo Alves Ferreira nasceu em 23 de junho de 1940, no município de Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano. Aprendeu a tocar sanfona observando os movimentos do pai, o sanfoneiro Antônio Neto, e se aperfeiçoou ouvindo Luiz Gonzaga e estudando os métodos de Mário Mascarenhas. Iniciou a carreira artística em Caruaru, onde ficou conhecido como Mestre Camarão. Ele tocava nas feiras e festas da região e pediu para ser enterrado nesta cidade. Em 1968, criou o primeiro grupo de forró do Brasil, a Banda do Camarão, e ainda a Orquestra Sanfônica de Caruaru. O repertório era composto por ritmos regionais como xote, xaxado, baião, forró e arrasta-pé. Mestre Camarão costumava acompanhar grandes nomes da música nordestina, como Dominguinhos e Santanna, entre outros. O artista foi nomeado Patrimônio Vivo de Pernambuco, por meio da Lei estadual nº 12.196, de 2 de maio de 2002, e faleceu em 21 de abril de 2015.

– Arraial Antônio Baracho

Antonio Baracho da Silva, o Mestre Baracho da Ciranda, nasceu no dia 10 de maio de 1907, no município de Nazaré da Mata, na zona da Mata Norte de Pernambuco. Mas foi no bairro de Caetés, hoje pertencente ao município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, que ele se tornou “O Rei da Ciranda”, ao levar para a população local suas composições em praça pública. Considerado o fundador do estilo musical no Estado, Baracho se apresentava acompanhado das duas filhas Maria Dulce e Severina Silva, ainda pequenas, atraindo uma multidão para assistir. Apesar de conhecido por suas cirandas, ele também foi compositor de maracatu e cocos de roda. Nunca registrou nenhuma de suas músicas, que terminaram sendo gravadas por artistas diversos, como Martinho da Vila, Quinteto Violado, Edu Lobo e Maria Betânia, sem a citação de seu nome, por acharem que as composições eram de domínio público. Antônio Baracho morreu pobre, vitimado por um câncer de garganta, em maio de 1988, aos 81 anos.

– Arraial Almira Castilho

Natural da cidade de Olinda, Almira Castilho nasceu no dia 24 de agosto de 1924. Antes de seguir a carreira artística atuou como professora. Dançava, cantava e também compunha, e ficou famosa exatamente pela parceria com Jackson do Pandeiro, que ela conheceu em 1952, na Rádio Jornal do Commercio, onde era rádio-atriz e cantora. Foi casada com Jackson do Pandeiro entre 1955 e 1967. Nesse tempo, foram parceiros em composições e interpretações. Faleceu em 2011, aos 87 anos, vítima do mal de Alzheimer.

Patrocinadores

patrocinadores